Calor exige cuidados extras com maquiagem, protetor solar e repelente

Com a chegada da primavera e dos dias mais quentes, rotina de beleza deve ser adaptada para garantir proteção contra o sol, oleosidade e mosquitos

Com a aproximação da primavera, o aumento das temperaturas e da transpiração pode dificultar a conservação da maquiagem ao longo do dia. Para manter a pele protegida e a produção por mais tempo, o primeiro passo é utilizar um protetor solar de amplo espectro, com proteção contra os raios UVA e UVB e FPS 30 ou superior. Produtos resistentes à água são indicados para quem transpira muito ou permanece longos períodos ao ar livre, mas a reaplicação continua necessária após suor intenso, contato com água ou uso de toalha. O protetor com cor também é uma alternativa prática, pois ajuda a uniformizar a pele e, quando contém óxidos de ferro, oferece proteção adicional contra a luz visível, que pode agravar manchas.

A maquiagem deve ser aplicada somente depois que o protetor solar estiver bem acomodado na pele, previamente limpa e hidratada. Em dias quentes, fórmulas leves, primer adequado ao tipo de pele e produtos resistentes à água podem ajudar a reduzir o excesso de oleosidade e os borrões. Nos olhos, máscaras de cílios à prova d’água e sombras em pó costumam ser opções mais práticas. Já os lábios também precisam de proteção: o recomendado é usar protetor labial com FPS 30 ou superior e reaplicá-lo ao longo do dia, especialmente após comer ou beber.

Na rotina de proteção contra o Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, chikungunya e Zika, a ordem correta é aplicar primeiro o protetor solar e, depois, o repelente. O produto deve ser usado apenas nas áreas expostas e conforme as instruções do fabricante. Quando aplicado no rosto, especialmente em spray, deve ser colocado inicialmente nas mãos, evitando olhos e boca. Entre os princípios ativos mais comuns estão DEET, icaridina e IR3535, cuja indicação varia de acordo com a idade e a concentração. No caso das crianças, é fundamental observar as restrições do rótulo e buscar orientação do pediatra.

Também é importante verificar se o repelente está regularizado pela Anvisa e adquiri-lo em estabelecimentos confiáveis. Em 2026, a agência determinou a interdição cautelar de determinados lotes após resultados insatisfatórios em testes relacionados ao DEET, reforçando a necessidade de conferir a procedência do produto. Receitas caseiras com citronela, andiroba ou óleo de cravo não devem ser consideradas substitutas automáticas dos repelentes regularizados, pois sua eficácia e segurança podem não ser comprovadas. Roupas que cubram braços e pernas, telas em portas e janelas e a eliminação de recipientes com água parada completam os cuidados. Chapéu, óculos de sol, hidratação com água e atenção ao contato de bebidas cítricas com a pele também ajudam a prevenir danos durante a exposição solar.

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